IODO apresenta-se como uma organização sem fins lucrativos vocacionada para a divulgação, agenciamento, produção e espaço de reflexão em torno da fotografia e filme documentais. Este projeto é dirigido por Luisa Neves Soares e Pedro Sousa Raposo.

 

Neste momento ainda não nos é possível a apresentação de uma página bilíngue, onde todos os textos possam ser lidos tanto em inglês como em português, pelo que a grande maioria dos textos se apresenta unicamente em inglês.

 

 IODO nasce da vontade de dar voz e maior espaço crítico à criação documental, atual e comprometida, numa abordagem ao real contemporâneo, problematizando-o, questionando-o e interpretando-o, refletindo o mundo atual e todas as suas contradições. Este é um espaço onde aliamos a criação documental per si, mas também a sua análise, reflexão teórica e produção de pensamento crítico.

 

“Eppur si muove”

 

O Autor é o centro de toda a nossa atividade, e é com ele, com a sua reflexão e com o seu ponto de vista que queremos construir uma obra aberta, livre de compromissos externos e de ideias redutoras. Contrariamos assim uma tendência de redução do autor a uma mera personagem que regista uma situação delineada, executa uma tarefa, remetendo-o a uma intervenção secundária.

 

Nesta perspetiva Autoral, imersiva, crítica, de forte compromisso social e ético com os  assuntos abordados, procuramos dar maior visibilidade à produção documental íntegra, consciente e consistente, através da divulgação de diferentes linguagens visuais como a fotografia, o filme, a reportagem ou o ensaio visual.

 

O mundo de hoje encontra-se numa aceleração sem precedentes. Com o advento da nova globalização, a sociedade tornou-se ávida por informação, consome-a e descarta-a com enorme voracidade, alienada por locomotivas de informação efémeras, redutoras e por vezes falsas.

 

Algumas das mudanças que fomos impondo ao Mundo deixaram milhões de seres humanos vulneráveis. As perspetivas de que o planeta assistiria para sempre a uma mudança radical no que diz respeito à pobreza, à guerra ou aos direitos sociais, caíram por terra. Vemos hoje que, em muitos destes aspetos, a regressão é enorme.

 

Olhamos, documentamos e pensamos a condição humana, através da fotografia e do  filme, trazendo desta forma histórias atuais sobre os mais variados temas e vertentes, desbravando este grande desafio que é o “ser humano” na sua enorme diversidade e complexidade.

 

Fomentamos a reflexão teórica sobre os temas e sobre os médiuns, analisando e questionando a produção documental, o fotojornalismo, a abordagem às temáticas e as diversas implicações éticas e estéticas, estimulando a reflexão crítica e a produção de pensamento por parte de vários autores.

 

 

Estabelecemos uma rede internacional, que junta fotógrafos, videógrafos, realizadores e pensadores, numa plataforma independente que se assume enquanto ponto de encontro de autores comprometidos com a sua obra, com o real que retratam, e enquanto motor de discussão do estado da arte no que respeita à reflexão relacionada com a prática documental na imagem, com todas as suas implicações.

 

Temos a certeza de que o nosso trabalho contribuirá para uma sociedade mais clarificada, assente na diversidade cultural, que recusa fanatismos políticos ou religiosos, não aprisionada a grandes locomotivas de informação, geradora de agentes inconformados, subversivos e transformadores, capazes de, com a sua ação, dar mais mundo ao mundo.

Da nossa parte cabe-nos o dever de Ética e principalmente a profunda paixão pelo Ver, Documentar e Pensar a Condição Humana.

 

Encontramo-nos por aí.