A língua portuguesa, há vários séculos, é elo de união entre Portugal, Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste, Goa e Macau, reforçando uma relação histórica, cultural e afetiva existente entre todos estes povos.

Esta ligação inegável entre culturas distintas afiança um mesmo sentimento de partilha e de pertença, semelhante a várias geografias, culturas e quotidianos. No passado ficam as mágoas e as desconfianças mútuas que a ninguém trouxeram proveitos. Chegou a hora de afirmarmos a nossa maturidade cultural e confluirmos em objetivos comuns e frutíferos para todos.

 

A IODO é também uma plataforma de ligação e de divulgação de autores destes países, assumindo-se enquanto referência no seu agenciamento futuro. É, pois, uma linha de ação estratégica da IODO a criação das condições necessárias para o desenvolvimento de trabalhos documentais em todos estes países. Num mundo globalizado e extremamente competitivo, a criação de pólos de confluência e de especialização é determinante para o sucesso conjunto.

Paralelamente, e tendo a IODO os seus escritórios na Europa, está posicionada numa área importante de influência para a difusão de trabalhos documentais. O trabalho iniciado pela IODO no contacto com editores, publicações, ONGs, festivais, etc, visa criar as condições para a distribuição do trabalho dos nossos autores, fazendo-o chegar ao grande público.

 

Em alguns destes países, os autores que trabalham o documental são poucos e os que existem têm por vezes grandes dificuldades em produzir e difundir o seu trabalho, seja por questões logísticas, financeiras, ou seja até porque está tudo por fazer. A IODO, como organização sem fins lucrativos, pretende angariar financiamento que possa comportar a realização de projetos pertinentes que nos sejam apresentados pelos autores. Por outro lado, pode também a IODO propor um determinado trabalho e para isso recorrer a um autor que esteja no terreno ou que a este se deseje deslocar.

O trabalho dos autores produzidos no espaço da CPLP/ Goa, e Macau tem para a IODO importância estratégica tendo em vista que a nossa organização pretende ser uma referência na confluência de trabalhos executados nestes países e regiões. Podem então os autores contactar a IODO para que, com os meios ao nosso dispor ( Financiamento, Logística, Material, etc) possamos ajudar na produção/agenciamento desses trabalhos.

 

Procuramos o cruzamento de autores e a criação de propostas conjuntas de trabalho para objetivos precisos. Para este fim a IODO está a contactar inúmeras instituições com vista ao financiamento de projetos ou participações coletivas em exposições, festivais, seminários, etc.

Pretendemos também criar uma relação estreita com as instituições locais nos diversos países e regiões  (ONGs, Universidades, Institutos, etc ), para com elas definir estratégias e confluências.

A Fotografia e o Filme são nos dias de hoje armas eficazes na denúncia de problemas relevantes da nossa sociedade. Trabalhando com estas instituições, a IODO pretende contribuir na medida das suas possibilidades para uma sociedade mais justa aliando-se às vanguardas do terreno.

 

Por entendermos o espaço da lusofonia como espaço comum, como um pátio de todas as nossas casas, em que o mar é a nossa fronteira comum, procuramos que a IODO possa também ser um ponto de encontro e partilha entre autores destes países, e expoente do seu trabalho documental, reforçando a visibilidade e divulgação, e possibilitando a descoberta de novos autores.

Queremos reforçar laços e redes com fotógrafos, cineastas e videógrafos originários da comunidade CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa) / Goa, e Macau com produção documental consistente acerca da realidade contemporânea destes países, em abordagens íntegras, éticas, críticas e desafiantes, potenciadoras de um maior conhecimento dos problemas, desafios e singularidades.

 

Temos a certeza de que o nosso trabalho contribuirá para uma sociedade mais clarificada, assente na diversidade cultural, que recusa fanatismos políticos ou religiosos, não aprisionada a grandes locomotivas de informação, geradora de agentes inconformados, subversivos e transformadores, capazes de, com a sua ação, dar mais mundo ao mundo.

Da nossa parte cabe-nos o dever de Ética e principalmente a profunda paixão pelo Ver, Documentar e Pensar a Condição Humana.

 

Encontramo-nos por aí.